
Abriu os olhos, a dor de cabeça, bem acima dos olhos, foi a primeira lembrança do que fora a noite anterior,a proxima, foi o leve perfume ainda presente no quarto. Entao nao foi imaginaçao, pensou ele.
Olhou em volta e descobriu-se sozinho, levantou e foi até a sala, só os copos, as garrafas denunciavam que houve uma movimentação na casa na noite anterior e pequenas manchas vermelhas aqui e acolá.
Tudo começou as 17:30, quando um velho amigo ligou e marcou de ir visita-lo, pra tomar umas cervejas e colocar o papo em dia, o que foi prontamente aceito, afinal, que mal poderia ter? Depois que se separou de sua mais recente namorada, precisava ocupar suas noites de sexta feira.
Foi pra casa, tomou uma ducha, conferiu se ainda tinha aquelas cervejas que sobraram da ultima reuniao de amigos e esperou o amigo chegar. O velho amigo chega, e nao desacompanhado. Ele traz à tira colo duas figuras femininas, que a distancia pareciam ser bonitas, mas ele nao quis demonstrar, sem antes saber o grau de relacionamento entre eles.
As apresentaçoes sao feitas, o amigo muito alegre e empolgado, elas, sorridentes e atentas a tudo,chamam ainda mais a atençao. Começando pela vestimenta, ambas vestindo roupas pretas, provocantes,mas nao vulgar. Depois, olhando mais atentamente, uma delas nao deveria ter mais do que 15 anos, porem algo em seu olhar, indicava bem mais.
Beatriz, este era o nome da mais nova, Beatriz...lembrou do nome após associar ao olhar, olhar serio que destoava o sorriso facil, os olhos de um verde profundo, olhos serios demais, pra idade pequena demais.
Conversaram muito, e as bebidas iam facil de copo em copo, abriam-se garrafas de cerveja como que para espantar a monotonia reinante no planeta, e vez ou outra, os olhos de Beatriz seguiam os dele, e se demoravam, como se ela pudesse ve-lo além de tudo em volta, e ele percebeu que sua calça teve um movimento involuntario, percebeu que Beatriz fazia bem mais do que chamar sua atençao.
Acabaram as cervejas, se pegou dizendo um pouco alto, enquanto olhava dentro da geladeira, nisso um perfume, como se fosse o de madeira recem cortada, invade a cozinha e ela esta ali, parada , recostada levemente no beiral da porta, seu corpo de menina,quase mulher, se insinuava por sob a blusa, por sua saia,curta e justa demais.
Vinho, vinho ela disse que queria, enquanto chegava perto e parando rente ao seu corpo, seu halito doce, gostoso demais, perto demais. Como que acordando de um transe, ele se vira e procura as garrafas que sobraram das cestas de Natal que ganhara da empresa, de clientes, da tia la de Porto Alegre...Abriu com galharda maestria, tentando tirar a culpa que ja estava sentindo, por olhar tao famintamente para uma menina que tinha a idade de ser sua filha, afinal,ela nao devia ter mais que 15 anos, mas achou melhor nao perguntar a sua idade, poderia
causar desconforto e afinal, ela tambem nao perguntou a dele.
Seu amigo, em certo ponto, foi ao banheiro, seguido da amiga de Beatriz,
onde se pode ouvir pequenas batidas, gemidos e susurros exitantes e fingindo que nao notou, ele encheu mais uma taça pra ele e Beatriz, que a esta altura, ja estava sentada ao seu lado,brincando com um cacho de seu negro cabelo, e olhando pra ele com aqueles olhos, maliciosos demais...
Nao se sabe ao certo o que motivou aquela ação, mas quando deu por si, estava com Beatriz em seu quarto, beijando-a com ferocidade, suas maos procurando e descobrindo aquele corpo de menina/mulher e deixando-se inebriar pelo perfume amadeirado que ela exalava.
O quarto, escuro que estava, realçava a pele clarissima de Beatriz, e os olhos verdes
que pareciam por vezes, serem a unica fonte de luz. Ela, despiu-o e beijou-lhe
o mamilo, e foi descendo pela barriga, passando pelo seu umbigo, seguindo de pequenas mordiscadas e chegando ao ponto. Nunca, em seus 37 anos de vida, ele sentiu tamanha sensaçao, o prazer que aqueles labios estavam lhe proporcionando,o extase... foi quando sem nenhum barulho tivesse denunciado, um outro labio o estava beijando, e mordiscando seus mamilos, sorrindo enquanto lambia e lambia
seu pescoço, enquanto Beatriz continuava ali em baixo, e a sensaçao, a sensaçao que ele nunca havia provado com tamanha intensidade, ele agora bem sabia.
Era a sensaçao pura do MEDO!