Segunda-feira, Janeiro 16, 2012

Pros que estao na fotografia

Em tempos idos, um simples começo, entre tantos outros começos e términos.

Olhando em frente, caminhos se multiplicam, observando o que passou,  trilhas!

Já tive acalanto do Sol, também o desprezo do Inverno.

Fiz, vi, ajudei, destrui, orgulhei, desprezei, magoei, amei, sempre quem não devia

Fui 01, 17, 23, 31 e hoje, 38. Já fui novembro, janeiro, fevereiro e agosto

Temo, os declinios de Maio, Luas em forma de gancho e Violetas de Outono.

Sexta-feira, Dezembro 23, 2011

E no fim da noite, o céu é que refletia as aguas, o pescador de estrelas.
Tico Cardinal.

Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

Enquanto carrego minhas novas memorias, outras me vem como se nao houvessem. Dificil esclarecer os pormenores de fatos que me vem como "flashes" . Para nao parecer clichê, mesmo que o seja, tudo que me acontece agora, nao é diferente do que eu queria, e digo: nao é premeditado! Apenas, acontece, e é serio.
Hoje, moro não sozinho, e com todos que me cercam. Estes que me cercam, são músicos, artistas, amigos, e tudo isto na mesma composiçao que os formam. Hoje, eu tenho um emprego que me paga o que mereço e me proporciona o que sempre desejei, e te garanto: nao é muito! 
Não é muito, no sentido "capital", mas é espiritual! Saiba que é mais do que penso que mereço. Aprendo todos os dias, com o amigo que moro, com a Raiska com seus improperios caninos, com minha namorada e suas presepadas de só ela, e sim, de todos meus outros momentos diarios, como o de hoje, que estamos aqui, esses amigos de alma, compondo uma musica, entre pesosas que pros outros sao novos, mas pra alma, sao eternos. Bebendo nossa cerveja, enquanto planejo as ferias com minha namorada, e de tudo isso que insere,de tudo que isso precisa, eu de digo: não é muito, viu?.

Quinta-feira, Agosto 25, 2011

Olhar de Chuva


São pingos de chuva que acabam de nascer
Agua que nasce la no céu pra terra beber
Tem dia de Sol que ela gosta de chegar
Menino corre descalço e menina se molhar

Chuveu, chuveu
Iaiá vem se molhar

Chuva é que escolhe onde ela vai cair
Tem noite que ela vem só pra melhor dormir
È no vento que o pingo gosta de voar
Menino joga descalço e menina de dançar

Chuveu, Chuveu
Iaiá vem se molhar.



Cantiga composta olhando pra chuva, autor: Tico Cardinal 25/8/2011 - Tom C

Terça-feira, Agosto 09, 2011

Olhos sinceros

Ta, voce reclama da vida, das sua contas, muitas, por sinal.

Ate do sinal (!) Eu cheguei em casa, hj, e minha labrador me recebeu da sua melhor maneira! Aquela que so ela tem, daquela, talvez, da mais sincera do mundo. Mas o mais interessante foi, que, no andar de baixo, existe uma gata, do verbo, felino (?) e a mesma me seguiu ate a entrada da minha casa, e independentemente das intençoes ,que só um bicho desses tem, me senti privilegiado. Porque ela veio, e junto do meu “bicho” de estimação, deitou ao lado de minha cadeira, agora. As duas, ocuparam seu lugar aqui dentro de casa, cada qual, dentro do seu limite. Eles me ensinam, a maneira dos que sao como eles, a entender o mundo, a desentender tudo que ja imagino saber.Afinal, pra quem consegue ser tão bem recebido pelos “animais”, boto fé, que estou sendo bem mais humano do que imagino.

Terça-feira, Julho 26, 2011

Atualizaçao em andamento...

Engraçado, atualizaçao é uma palavra corriqueira na minha atual vida. Digo atual porque a cada dia, sua vida se renova, talvez você não perceba, mas isto acontece, não so em você, mas principalmente a sua volta. E digo engraçado, pois volta e meia, me pego pensando em tudo que aconteceu ate este exato momento, comigo, com meus amigos, com as pessoas que passaram na minha vida, pro bem, pro mal.

Numa conversa com meu amigo, daquelas que so se fala sobre o tempo ou a temperatura ambiente, veio a constatação que faltam apenas 5 meses pro fim do ano, essas coisas. Claro que veio na mente, já estarmos indo pra 2012, e eu, indo pra 38 anos. Não vou falar de como eu era e sou agora, porque será uma covardia, comigo mesmo, mas reparo nas pessoas que conheci, nos caminhos que cada uma delas seguiu em suas próprias vidas e confesso: penso o que fiz da minha!

Conheço pessoas, que como eu, guardam as coisas boas mais tempo do que as outras, mais tempo até daquelas que participaram destes momentos. Porém, esses momentos foram melhores mais pra uns do que pra outros. As vezes me pego ouvindo historias, acompanhando atualizações, de pessoas que já estiveram aqui, tomando uma cerveja comigo, e hoje em dia, são apenas quadradinhos coloridos de uma rede social qualquer, é a vida seguindo como sempre foi, so que agora, online.

O pior, é saber que só assim, independentemente (ufa) da classificação de importância que cada um da ao próximo, que no fim, tudo acontece. E tudo isso acontece, so pra te jogar uma pergunta na cara: quantas e quais personagens são necessárias pra você ser o que é?

Terça-feira, Junho 21, 2011

o Valor das Coisas

O tempo muda tudo, isso é fato! Sendo assim, as atitudes minhas, suas, deles, mudarão com o tempo, por mais que não se queira, por mais que não se acredite. Aquele que nunca disse “nunca farei isso, não mudarei, sempre serei eu mesmo” que atire o primeiro porta copos de cerveja. Digo isso por que também mudei, não que quisesse ou premeditei, mudei pois tudo muda, até eu.

Mas tem uma coisa, um “modus operandi” que me impossibilita agir de outra forma, quando se trata dos meus amigos, da minha família, da pessoa que eu amo. Eu entendo que, temos que dançar conforme a musica em diversas e diferentes ocasiões, mas meu tratamento, meu pensamento, quando se refere as questões citadas, essas não mudam.

A cada dia que passa, eu venho me deparando com atitudes diferentes das que tenho, e por muitas vezes, me mantive firme em não ter reações das quais, sempre tive nos meus ogros tempos,so pra manter a velha idéia de ser a pessoa que apazigua, mas esta cada vez mais difícil, manter o “ Dr Clyde” que existe em mim quieto por muito tempo. Noto que, para muitos, o que importa, é o que importa pra aquele momento e pronto, que p que importa é o que vale pra aquilo que se vale pra hora e ponto.

Venho me sombreando, há algum tempo, para manter o que quero, pra fixar um objetivo, que até então, acreditava ser o certo, o “caminho”. Porem, tenho me decepcionado com os dias que estão se passando, vejo que, enquanto eu, nunca, de forma alguma, colocaria nada na frente dos valores que citei, vejo que nem todo mundo pensa desta forma. Hoje me fiz a mesma promessa que fiz há muito tempo atrás, que daqui por diante, farei aquilo que me faz bem, agirei da forma que acharei correto sem me importar, como andava fazendo, se será feliz ou agradável pra quem me cerca, pois vi que não vale a pena continuar a apenas eu pensar nisso, e voltarei a seguir o antigo lema: comigo quem quiser, contra mim, quem puder.

Segunda-feira, Abril 04, 2011

Hoje amanheceu cinza, garoa, como quase sempre em Curitiba, agora ja tem Sol,
como quase sempre em Curitiba. Sem querer, olhei fotografias antigas, minhas,
suas, e como quase sempre, percebi o quanto o tempo passou pra gente.
Engraçado como olhar, pra nos mesmos, e notar o quanto ja mudamos,
e como quase sempre, pra melhor. Hoje nossos sorrisos sao menos criança,
mas também nada forçados, nossos olhares sao menos inocentes, mas também
nada desesperançosos.
Hoje, meus sonhos vao se concretizando, e muitos deles, faziam parte daqueles
tempos, das fotos, sabe? E hoje estão aqui, perto, os sonhos, a concretizaçao deles,
e pra completar, voce!



Para se ler ouvindo Jose Gonzalez-Heartbeat

Terça-feira, Março 01, 2011

Aquela Noite


Abriu os olhos, a dor de cabeça, bem acima dos olhos, foi a primeira lembrança do que fora a noite anterior,a proxima, foi o leve perfume ainda presente no quarto. Entao nao foi imaginaçao, pensou ele.
Olhou em volta e descobriu-se sozinho, levantou e foi até a sala, só os copos, as garrafas denunciavam que houve uma movimentação na casa na noite anterior e pequenas manchas vermelhas aqui e acolá.
Tudo começou as 17:30, quando um velho amigo ligou e marcou de ir visita-lo, pra tomar umas cervejas e colocar o papo em dia, o que foi prontamente aceito, afinal, que mal poderia ter? Depois que se separou de sua mais recente namorada, precisava ocupar suas noites de sexta feira.
Foi pra casa, tomou uma ducha, conferiu se ainda tinha aquelas cervejas que sobraram da ultima reuniao de amigos e esperou o amigo chegar. O velho amigo chega, e nao desacompanhado. Ele traz à tira colo duas figuras femininas, que a distancia pareciam ser bonitas, mas ele nao quis demonstrar, sem antes saber o grau de relacionamento entre eles.
As apresentaçoes sao feitas, o amigo muito alegre e empolgado, elas, sorridentes e atentas a tudo,chamam ainda mais a atençao. Começando pela vestimenta, ambas vestindo roupas pretas, provocantes,mas nao vulgar. Depois, olhando mais atentamente, uma delas nao deveria ter mais do que 15 anos, porem algo em seu olhar, indicava bem mais.
Beatriz, este era o nome da mais nova, Beatriz...lembrou do nome após associar ao olhar, olhar serio que destoava o sorriso facil, os olhos de um verde profundo, olhos serios demais, pra idade pequena demais.
Conversaram muito, e as bebidas iam facil de copo em copo, abriam-se garrafas de cerveja como que para espantar a monotonia reinante no planeta, e vez ou outra, os olhos de Beatriz seguiam os dele, e se demoravam, como se ela pudesse ve-lo além de tudo em volta, e ele percebeu que sua calça teve um movimento involuntario, percebeu que Beatriz fazia bem mais do que chamar sua atençao.
Acabaram as cervejas, se pegou dizendo um pouco alto, enquanto olhava dentro da geladeira, nisso um perfume, como se fosse o de madeira recem cortada, invade a cozinha e ela esta ali, parada , recostada levemente no beiral da porta, seu corpo de menina,quase mulher, se insinuava por sob a blusa, por sua saia,curta e justa demais.
Vinho, vinho ela disse que queria, enquanto chegava perto e parando rente ao seu corpo, seu halito doce, gostoso demais, perto demais. Como que acordando de um transe, ele se vira e procura as garrafas que sobraram das cestas de Natal que ganhara da empresa, de clientes, da tia la de Porto Alegre...Abriu com galharda maestria, tentando tirar a culpa que ja estava sentindo, por olhar tao famintamente para uma menina que tinha a idade de ser sua filha, afinal,ela nao devia ter mais que 15 anos, mas achou melhor nao perguntar a sua idade, poderia
causar desconforto e afinal, ela tambem nao perguntou a dele.
Seu amigo, em certo ponto, foi ao banheiro, seguido da amiga de Beatriz,
onde se pode ouvir pequenas batidas, gemidos e susurros exitantes e fingindo que nao notou, ele encheu mais uma taça pra ele e Beatriz, que a esta altura, ja estava sentada ao seu lado,brincando com um cacho de seu negro cabelo, e olhando pra ele com aqueles olhos, maliciosos demais...
Nao se sabe ao certo o que motivou aquela ação, mas quando deu por si, estava com Beatriz em seu quarto, beijando-a com ferocidade, suas maos procurando e descobrindo aquele corpo de menina/mulher e deixando-se inebriar pelo perfume amadeirado que ela exalava.
O quarto, escuro que estava, realçava a pele clarissima de Beatriz, e os olhos verdes
que pareciam por vezes, serem a unica fonte de luz. Ela, despiu-o e beijou-lhe
o mamilo, e foi descendo pela barriga, passando pelo seu umbigo, seguindo de pequenas mordiscadas e chegando ao ponto. Nunca, em seus 37 anos de vida, ele sentiu tamanha sensaçao, o prazer que aqueles labios estavam lhe proporcionando,o extase... foi quando sem nenhum barulho tivesse denunciado, um outro labio o estava beijando, e mordiscando seus mamilos, sorrindo enquanto lambia e lambia
seu pescoço, enquanto Beatriz continuava ali em baixo, e a sensaçao, a sensaçao que ele nunca havia provado com tamanha intensidade, ele agora bem sabia.
Era a sensaçao pura do MEDO!

Quinta-feira, Janeiro 27, 2011

RETRÔ ESPECTATIVA

O ano de 1973 no Brasil estava sob o governo Médice, no auge do regime militar.. A moda era a calça boca de sino.. O ídolo esportivo, Emerson Fittipaldi. Na vitrola, rodavam os Secos & Molhados. Os Beatles lançavam Sgt Peppers, o Led Zeppelin mandava oThe House of the Holly. Outro emblemático disco de 1973, gravado em Londres, foi “Dark Side of the Moon”, do grupo Pink Floyd. O Campeonato Brasileiro de Futebol em 1973 teve um bi-campeão: o Palmeiras. E em Novembro de 1973, eu caí nesse Planeta Azulzinho. Minha infância, ou o começo dela, eu lembro da praia onde nasci, das tardes com minha mãe, dos motoqueiros andando em grupos, o que pode ter influenciado meu gosto. Lembro do inverno em Santos,se é que tinha, depois fui descobrir que não!
Lembro que uma vez, iria ter uma certa eleição, e eu, molequinho que era, contei pra vizinha em quem meus pais votariam. Levei um beliscão e minha mãe desconversou e eu não entendi o porque, afinal, eu so falei o que ouvi em casa! Era o quase fim da ditadura, mas os resquícios estavam por ali, e so fui dar conta disso bem depois. La por 1985 viria as Diretas Já e nossa mudança pra Curitiba.
Diretas Já foi um movimento civil de reivindicação por eleições presidenciais diretas no Brasil ocorrido em 1984. Em 1985 Tancredo Neves, assume a presidência do Brasil, pra depois morrer meio que, misteriosamente. Lembro de ter visto um pessoal apontando pra cima e gesticulando. Os óvnis estavam la, brilhando, mudando de cor e marcando aquele maio de 1985 . Roque santeiro, colocava já seus jargões na população, Armação Ilimitada me fazia ficar na frente da TV e o campeão brasileiro tinha sido o Coritiba, que ate hj ninguém sabe como,afinal,foi contra o Bangu, time esse dispensa comentarios.
Passaran-se mtas coisas na vida deste escriba, desde aquele Novembro de 1973, a adolecencia, namoros que foram longos demais, amigos que perdi demais, e a partir de 1994 minha vida começa a mudar, volto a ser apenas um cara com a idade que tinha, com as coisas da vida pra idade que tinha.
O Campeonato Brasileiro de Futebol de 1996 foi vencido pelo Gremio, os mamonas caíram, amigos que firmei de ate hoje, meu amigo Topa conheceu a mulher dele,num fatídico final de semana, que eu levei ele pra casa da família na praia, teve o ET de varginha, PC Farias queimado no arquivo, e peguei férias da então empresa que eu trabalhava como digitador.Ano de 1996, Dezembro, Férias pegas, meu amigo Omar, que iria junto na trip, decidiu comprar o Taborda, seu Passat 77 marrom bosta, e ficou aqui e la fui eu, de mochila e prancha debaixo do braço rumo ao litoral. Sozinho na empreitada, resolvo parar a noite num bar de surfistas que tinha na época e encontrei um velho amigo, resultado: so voltei em 1998!
Anos depois, eu já morava de novo em Curitiba,voltei pra casa, sai e fui morar sozinho, com meia duzia de sacolas de roupas, meu violao e minha moto, mais precisamente no Rancho do Jacques, no qual fiquei de 2004 a 2009, quando o relatado Jacques resolveu parar de morar com dois loucos e morar so com uma, digo, com sua atual esposa. Esse tempo no Rancho foi muito louco, era uma republica dos desmiolados, tanta coisa aconteceu nesse lugar que o dono, depois que nos mudamos, resolveu demolir o lugar pra não cair na besteira de acontecer tudo de novo. Viemos então, eu, Reberto e Raiska pra Casa Amarela. Não é mais aquela loucura toda, mas nos damos o luxo de movimentar as vezes as estruturas do lugar.
Agora, 2011, temos uma Presidenta, o Cap ta mal das pernas, to trabalhando honestamente e autonomamente, comprei um Ap de sócio com a Taty, fiz mais amigos, com boas esperanças pro futuro. Não sei quem vai ser o campeão brasileiro, e tirando o que aconteceu no RJ, o ano mal começou portanto, nada de muitos dados pra contar. A única certeza é que estamos aí,
MANDANDO BRASA!

Quinta-feira, Dezembro 23, 2010

All You needs...

Natal..é realmente uma data historica! Mas nao, nao vou aqui contar
a fabula mundialmente conhecida de uma virgem que tem um filho,
tampouco de um cabeludo que jurou mudar o mundo! Pelo menos,
nao agora.
Eu, as poucas memorias que tenho de Natal, são de dificuldades, de
amargura, de remorso, de exclusao. Mas tenho tambem lembranças doces,
lembranças de minha falecida vozinha, que fazia questao de toda a familia
reunida, e indiferente da data comercial, era isso que ela queria!
Vi uns posts de amigas virtuais como a @ronisevilela que diz que
Natal é pra´s crianças e tal, mas quando eu tiro todo esse peso de
mim, e filtro as coisas boas, lembro das bolachas que ela fazia, da
algazarra, do barulho, que hoje ja nao existe. Meus pais moram a 370 km de onde moro
e o resto..bem, o resto, ta por aí. Engraçado que, nesses momentos, todas as pessoas que
me foram importantes, passam em minha memoria. e apesar dos pesares, lembro
com carinho..e só!
Hoje, estou bem melhor, pois conheci pessoas melhores, e os "meus" melhoraram tambem.
Tenho uma reta, um objetivo e muito disso, deve-se a @tatycwb e todos que me
conhecem, sabem que tive nao so o pé, mas o resto de minha gorda criatura,
voltada pra insensibilidade, pra frieza e quiçá, pra violencia.
Mas hoje, apesar dos pesares, eu quero deixar essa mensagem,
este cliche, e sei que quem me conhece, sabe eu estou sendo sincero e voce ae,
nos confins dos mapas, irá tambem se reconhecer neste video.
Que venha 2011, pq 2010 já era!
Copie e cole o link..serio>>
http://www.youtube.com/watch?v=-5DYqs8Cjgo

Segunda-feira, Dezembro 06, 2010

A 1ª vez com o led


Lembro da 1ª vez que vi um pôster do Page, com a emblemática guitarra de 2 braços no quarto do meu irmão mais velho, presente do meu tio que hj mora no Canada e também não ouve mais o Led. Mas o impacto daquela visão num garoto de 10 anos foi como a primeira vez que peguei uma onda ou quando vi um belo seio feminino.Conheci então um Lp, sim, Lp pq eu tenho 37 anos..enfim, e nele na contra capa aparecia a figura de um ancião cuidando de uma cidade, e a gravura me deixava pregado, enquanto tentava decifrar pequenos detalhes, como a estrela ou a ponta do capuz. E era engraçado porque a molecada da época, curtia toda e qualquer moda televisiva, e eu, ouvindo LED ZEPPELIN e outras bandas que me faziam a cabeça e ainda, tinha no meu caderno colado na capa a figura daquele anjo ou de Icaro, que tbm ficou conhecido como uma certa “marca” do grupo.

Veio então a adolecencia, e com ela, uma radio aqui em Curitiba, que além do Led, tocava bandas ótimas, como AC/dc, Smiths, Sugar Cubes, e tantas outras que so tocavam na saudosa Estaçao 1ª Fm, radio esta que acabou, e a ultima musica tocada foi do Led Zeppelin. Nessa mesma época, a filha do 1º casamento do meu irmao mais velho, era embalada por mim ouvindo All my Love.

O tempo passou, meu irmão nem rock ouve mais, meu tio La no Canada diz que gosta mas no radio dele deve ta tocando sabe-se la o que e minha sobrinha gosta de hip-hop (onde errei?). Tive uma namoradinha que pra me agradar, uma vez foi numa loja de CD, sim, já era CD, e comprou-me o The House of Holy , ela que so tinha ouvido falar da Starway to Heaven pq ouvia os loucos no boteco tirando no violão. Hoje ela não gosta de mim, mas gosta de Led Zeppelin, assim como The Rain Song me faz lembrar de uma época que hoje nem se parece com fumaça, pois foi tão rápido e efêmero quanto.

Pra mim, a musica me faz pensar, escuto a mesma musica por anos, e a cada ano me traz uma nova perspectiva, digo isso pq antes eu ouvia e não entendia muito de ingles, mas apaixonava-me pela melodia e o transe que causava. Hoje, entendo so um pouquinho de inglês, arranho menos uma guitarra, eu escuto e fico tentando decifrar a poesia, o que poderia ou não estar incutido ali entre um sussurro e outro, e foi justamente na famosa Starway que ouvi hoje, na radio, que me fez pensar em mais detalhes que antes me passaram desapercibidos e tbm me fez lembrar da primeira vez que ouvi o Led Zeppelin, e a sensação de descoberta foi a mesma!!

Quinta-feira, Agosto 19, 2010

REFÉM


Se conheceram muito jovens, e como todos os jovens, cometeram os erros que os jovens cometem. Que se gostavam muito, ninguém duvidava, como também ninguém duvidava que não ficariam juntos. Seja por conta das amigas dela, que arranjavam novos pretendentes, seja pelos amigos dele, que diziam que o negocio era festar e conhecer tantas outras gatinhas que haviam em seu percalço.

O tempo passou e as previsões estavam certas, pois junto com os anos, vieram também os espaços criados entre eles, claro que, um ou o outro, de alguma forma, sempre sabiam de uma noticia referente, se estava por ali ou do outro lado do oceano, se casara ou entrado em algum monastério, e assim a vida de cada um dos dois foi seguindo, cada qual levado por suas escolhas ou empurrados pelo vento que soprava de seus próprios lados.

Agora já não eram tão jovens, não que estivessem velhos, longe disso,aliás, se vangloriavam de estarem em ótima forma pra idade que tinham, mas os dias passaram tão rápido, que muitos deles não continham sequer uma fagulha de pensamento entre eles, afinal, não eram mais tão jovens, e os erros que se cometem, são menores em quantidade, talvez não em tamanho, afinal as responsabilidades também cresceram. Chegou um dia, daqueles que não se marca no calendário nem acendido a fagulha da lembrança, ele liga a TV enquanto come um pão com ovo, e um copo de coca cola, seu lado saudável se restringia a praticar alguma atividade física, mas não pro que levava ao estomago, mas enfim, estava ele La, vendo TV e aquele rosto, tão conhecido e ao mesmo tempo perdido em alguma gaveta da cabeça, estava La, sorrindo aquele sorriso, que tanto o fez sorrir também, e falando a respeito de coisas que ele nem imagina e o mais intrigante era que ele não assistia aquele canal regularmente, so quando havia algum programa ligado a esportes e sim, La estava ela.

Ele vagarosamente pousou o pão c/ ovo no prato, deu mais um gole no copo de coca cola, a imagem passou, e enquanto tentava entender o que havia acontecido, lembrou que de alguma forma, sempre seria refém daquelas lembranças, não importando o que tudo tivesse passado e o que haveria de se passar, e ser refém dessas lembranças era saber que não se pode pagar o resgate, pois o preço seria muito, muito alto.