quarta-feira, fevereiro 11, 2009
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terça-feira, setembro 16, 2008
Um conto que eu conto
Seu nome era Jacob Nonatto, filho de uma tradicional família do interior do Paraná . Cidade esta de singelo nome Cambará, famosa por sua pinga, rara hoje em dia pois em algum momento a destilaria teve que fechar suas portas, por conta de um rombo em seu livro caixa. Coisas relacionadas a algum nome importante, la de Cambará, claro.
Jacob, como todos os meninos daquela época, passava os dias jogando
bola de capotão com seus amigos, ia pra escola de manha, ajudava
seus pais na sua também tradicional loja de conveniências, como
diriam os comerciantes de hoje, naquela época, chamava-se
o imponente nome de “Venda Nonatto”. Jacob, como também todas as crianças
daquela época, fez crisma, 1ª comunhão e demais convenções que uma
família tradicional, católica apostólica romana, exige. Ele era o tipo de
garoto que ficava horas viajando, na sua cachola,
deitado no gramado de casa, olhando os
formatos das nuvens, e pensando como poderia, aqueles amontoados de pingo de água, como aprendeu na escola, que eram as nuvens, imitarem os bichos que tem aqui
Jacob, o judeuzinho, que não era judeu e sim católico apostólico romano, decidiu que fazer sanduíches já estava pra lá de chato, despediu-se de seus então novos amigos e foi trabalhar numa fábrica, que tingia couros. Ele, lá em Cambará, via o que se podia fazer com couro: bolas, sapatos, selas, chicotes, mas nem imaginava como o couro, ficava preto, marrom, as vezes vermelho e até verde!! O que ele achava interessante alguém usar couro, pintado de verde, na verdade achava até feio, estranho, mas então ele começou a passar seus dias tingindo couro, e quando olhava pras nuvens, já não enxergava bicho, nem sanduíches, na verdade começou a rarear imagens nas nuvens. Vai ver que ele tinha era que descobrir outras coisas pra Deus mostrar nas nuvens. No primeiro mês que ele começou a trabalhar nesta fábrica, entrou um antigo companheiro de chapa, que prontamente ficou feliz em encontra-lo, e que também ajudou a espalhar o singelo apelido, sendo assim, Judeuzinho ficou famoso por ser um católico judeu.
Um dia, , fez sozinho um sapato com retalhos de couro, seu gerente,
que este sim era judeu, achou o sapato bonito, e por ter como aprendizado de
sempre um judeu ajudar o outro, mostrou ao dono da fábrica. O dono da fábrica chamava-se Sr. Canaã, este também de mesma crença, e gostou muito do que viu. Chamou Judeuzinho pra sua sala e discorreu uma enorme conversa de que como ele, também começou de baixo e montou seu império a custo de muito trabalho e ofereceu
o notório cargo de “criador de peças para vestimentas”. Assim, em apenas 2 meses, Jacob já era o preferido do gerente, do dono, e um exemplo a ser seguido pelos colegas. O tempo então passou, Judeuzinho foi ficando famoso, pelos seus sapatos que foram cada vez mais sendo pedidos pelas grandes lojas e em menos de 3 anos, já tinha o mais alto cargo na fabrica, tinha ficado rico, ajudado seu amigo chapeiro colocando-o como seu ajudante pessoal até chegar o dia em que o dono da fabrica, que tinha apenas umaParte 02
segunda-feira, julho 07, 2008
Seu Céu

Pela primeira vez em muito tempo, hoje eu olhei o céu.
Olhei para o céu, enfim, pro céu.
Não para ver se iria chover, para ver se algum pombo
estaria mirando certeiramente minha cabeça, olhei, pois
tive a nítida sensação que ele olhava pra mim! É, isto mesmo!
Nessa minha andança neste singelo planeta, já o contemplei
porque tava apaixonado, triste, melancólico, bêbado, etc..
Dessa vez, parece que foi ele que me chamou, ao fazer isto,
me veio a cair a ficha de quanto tempo estou aqui e o que
ando fazendo enquanto fico.
Engraçado como numa fração de segundos, toda uma historia
passa na cachola, agora , posso dizer que estou em paz. Como
toda paz, passa! Já estive em paz antes, acredite.
Mas enfim, la estava eu olhando para o
céu curitibano raramente estrelado, e não é que risca-se
uma estrela cadente!?!! Um pedido?? Não fiz, não..sempre fui
horrível em gincanas não iria começar logo agora. Mas
como dizer pra tanta gente, que sinto falta, mesmo não
estando tão presente? Afinal era disso
que assuntou-se entre nós. Então, eu lá de prosa com meu amigo céu,
imaginei estas mesmas tantas, olhando pra ele, e neste exato
momento, um discreto sorriso brotaria em seus lábios, então
eu saberia, saberia que meu recado foi dado.
segunda-feira, maio 12, 2008
Caminhos do tempo
Isso já martelava na minha oca cabeça há algum tempo,
mas foi conversando com um amigo de um amigo, sobre botecos
das antigas, musicas e tal, que o assunto outra vez veio a tona:
Onde estão, com mil tubarões, umas tantas pessoas que passaram
nesta minha desleixada vida???!!
Macacos me mordam!!! Como uma avalanche, sons, rostos,
fumaças,imagens de garrafas e diferentes sensações invadiram minhas memórias
já destruídas por décadas de descaso. Este amigo, do amigo, freqüentou
um bar já extinto, que eu ia quando burlava aula de sexta-feira, mesmo porque,
quem assiste aula sexta á noite?? Bem... nenhum dos dois lembrava um do outro
enquanto freqüentadores, com certeza tem tanto problema de memória quanto eu,
mas e o pessoal que ia comigo? Que estudavam comigo???
É incrível, num tempo em que se tem orkut, e mail, msn, sei lá
mais o que, não saiba patavinas sobre essa gente!
Então, retomei la nos primórdios da minha pré adolecencia e
não lembrei quase nada!! Mesmo assim, quase em curto circuito,
me veio os anos 80! Sim, era pivete mas foi ali que comecei meus
passos, entre uma festinha aqui, escutando discos que acabaram por
formar meu gosto musical, tomando meus primeiro porres, e tinha
os “melhores amigos” que hoje nem onde moram eu sei. Tem o Doca que
tem até o link dele aqui no blog, pelo menos virtualmente ta aí.
Pulando já pros anos 90, aí já com uma certa galhardia no ramo
etílico, lembro do pessoal do Nison Ribas, que de tantas, só sobrou o Walter,
a Heidy, graças ao orkut por que se não...Então bate na trave do bar citado no começo.
Onde estão aquelas minhas amigas e companheiros de boteco? Naquela época
passamos por poucas e boas, hoje, onde estarão? Lê, Michelle...
Há... no final dessa década, fui morar na praia!! Sim, o saudoso Necrose
surf Bar em Ipanema beach!! Conheci tanta gente, fiquei , ri, surfei, bebi e
apaixonei-me por poucas, lá morei com mais um pessoal que durante
este tempo virou minha família, meus amigões mesmo. Fui padrinho de
casamento de um deles até!!! Pra variar....vai saber.
Claro que tem uma galera daquele tempo que ainda tenho contato, Evanise, Marquinhos, Celsinho
Elisa... mas a grande maioria...
Nesse meio tempo, tem o Carlão lá do Omar, que pelo visto, foi pra Nasa
sei lá. E tem também aquele pessoal, que você até sabe onde esta, o que ta
fazendo e tal, mas se lembrasse do que já passou antes, conseguiria deixar tudo
como está agora? Pelo visto... Já nos 2000 pra cá, tem os caras que já casaram,
meninas idem, nomes e rostos que vem e vão enquanto escrevo, e pra ajudar,
ouço as relíquias de quase 20 anos de historia disso tudo. Nessa linha do tempo,
poucos ainda viajam comigo, amigos/irmãos, que sabem que são. Pessoas
que foram importantes, hoje estão aqui na cidade, outras em outros continentes,
mas nenhuma realmente presente.
Se você fez parte dessa historia, que quem sabe lê, nem que raramente
o blog deste lunático amigo, deixa ae teu alô, e de preferência,
um numero para contato!!
Vai que voce lembra mais que eu.
terça-feira, abril 08, 2008
HAIKANDO
terça-feira, janeiro 29, 2008
Animula, vagula blandula..
sábado, dezembro 22, 2007
Assim canina a humanidade!
segunda-feira, dezembro 10, 2007
BEBUM OMNIA VINCIT
USAREI SIM DE LEMBRANÇAS
DOS CAMINHOS GANHOS DO MEU ALL STAR DE CANO BAIXO
E DOS DOIS PNEUS GASTOS DA MINHA MOTA
HOJE NÃO VOU CHORAR PELO UISQUE DERRAMADO
PELO CONHAQUE OU DO PÉ NA LAMA
HOJE NÃO,
VOU USAR SIM
DAS LEMBRANÇAS
DAS GARRAFAS ESVASIADAS E DAS MENTIRAS
GLUTONAS CONTADAS ENTRE UM COPO E OUTRO.
E QUANDO DEIXO TUDO SEM SENTIDO
TUDO TRANSFORMO EM COISA ALGUMA
E DE TODAS AS FORMAS
SÓ PRA VOCE NÃO CHEGAR EM CONCLUSÃO NENHUMA.
HOJE USAREI DAS LEMBRANÇAS
quarta-feira, outubro 17, 2007
CANNOT SLEEP
De passagem pelo tempo
junto o pó da estrada que percorri
com o do porta-retratos da estante
Deixo as pegadas no pó
pra você varrer debaixo do tapete.
Coisas da vida.
De passagem pelo tempo
ponho tudo a perder,
atraio vida, as vezes calor
reinvento cumplicidades
e ainda não consigo dormir.
Coisas da vida.
De passagem pelo tempo
inverno por sobre tua janela
veraneio pelas ruas,
e largo tudo em bares, lugares, olhares
pois ali que me encontro.
Coisas da vida.
cannot sleep
cannot sleep well
cause in my mind
isn´t one life´s way
Coisas da vida.
segunda-feira, agosto 20, 2007
Nao Pude Evitar
de dizer que já era tarde
de reconhecer que era verdade
que o melhor era ir pra casa
ao menos esta noite
Não pude evitar
quando paguei pra ver
o quanto valia o sonho
e nada disso foi errado
apesar de tudo eu ter quebrado
Não pude evitar
quase sem querer deixar esperando
dizer a verdade
mesmo mentindo e
acreditar nas mentiras dessas verdades
Não pude evitar
de saber a presença
não tentei evitar
deixar a janela aberta
não quis evitar
Foi pra descobrir
o Homem inventou óculos escuros
porque Deus teimou em criar
a lágrima.
quinta-feira, maio 03, 2007
Caminhos
Reciprocidade
Eclipse,
fecho a luz e apago a porta ,
Espera,
Windows Media,
Velas de madrugadas acesas,
sexta-feira, março 09, 2007
Once upon the time
quinta-feira, outubro 05, 2006
365 tempos
sexta-feira, setembro 22, 2006
Anuviar
quarta-feira, setembro 06, 2006
HLN
pesar pela ausência de alguém que nos é querido; nostalgia;S
"Lembranças tristes e suaves" Só nesse começo ja me vem algumas,
e pode estar certo, de algumas eu preferiria nem lembrar, mas outras eu as reviveria só pra ver que destino poderia ter dado minhas linhas tortas se tivesse agido de forma diferente.
Há! ..."de pessoas ou coisas distantes ou extintas!!!" É... e tem mais:
"acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir.." putz!!
Tenho cá uma pontada, daquelas que só se tem quem tem, só se sabe quem sabe, dessas que agente se pega lembrando e pensando, dessas que se jurou entre copos e pedras no muro, que nunca mais, digo, nuunca mais deixaria que elas voltassem nem que lhe pagassem uma caixa de cerveja...tá! Aí foi demais, afinal uma caixa de bera é uma caixa de bera, mas lá vem ela, a tal SAUDADE.
E como um simples e reles mortal que sou, também me peguei assim, tentando apagar e matar, essa danada e tinhosa sensação, tentando respirar por fora d´água, mas... quando a luz da placa la de fora acende, mesmo sem precisar e muito menos me perguntar se pode, aí eu vejo que ta na hora de abrir mais uma garrafa, dar mais um sorriso cor de Q-Boa e deixar que a rua me leve.
Tico Cardinal
sexta-feira, julho 28, 2006
anoiteço, chovo e inspiro
quinta-feira, julho 20, 2006
Mochila Vazia
terça-feira, junho 27, 2006
Página 32

Hoje eu a fechei dentro de um livro, entre as páginas 32 e 33, justamente quando a mocinha vai dar aquele beijo no mocinho, sim, ela vai dar o beijo, aquele que diz tudo, que sangra, que faz com que o pobre tenha que se afastar pra que ela não perceba o crescente de sua paixão..bem nesse ponto, eu a fechei!!
Sim eu a fechei dentro do livro, por que conheço essa historia, não que tenha lido o livro inteiro, não, mas a história, essa eu conheço bem! Ela vai se meter em com algum dragão, vai ser raptada por algum vilão, vai tropeçar e torcer o tornozelo e o coitado do mocinho, o pobre terá que se desdobrar e toda aquela função de sempre vai ter que suportar, e pior, vai gostar.
Fechei nessas paginas 32 e 33, a ansiedade, paixão, desejo, raiva, tesão, fechei com ela minhas horas, minhas noites mal dormidas, a solidão dos amantes, o chamado das viúvas, deixei tudo ali dentro, e dentro jogado em qualquer lugar da estante de todos tantos outros livros que já desisti.
Que ela, fique ali, dentro desse livro, e que ele fique ali, dentro daquela estante, e quando, e se eu ainda tiver coragem, eu o procurarei outra vez, e quando, se eu achar, eu o lerei novamente, á partir das paginas 32 e 33.
Texto- Tico Cardinal
Foto/imagem - Manoela Afonso... acessem o link abaixo!!!!!!!
www.manoelaafonso.zip.net
sexta-feira, junho 23, 2006
Tarde vazia
A noitinha chegou. Amarela, molhando a terra, colorindo paredes, trazendo tons e perfumes que só as tardes de inverno possuem. Passos apressados passam e se perdem e me pergunto se nesse exato momento quantas pessoas estariam resmungando alguma praga por causa do seus cabelos armados pela chuva, quantos corações estariam apertados, felizes, ansiosos, perdidos, tristes.
A noite veio em seguida já sem tantas cores, só a dela mesma, escura e melancólica. Espero as horas correrem, escorregadias entre os dedos do Sr.Tempo, mas que fazem os relógios funcionarem lentos, envelhecendo um ano a cada minuto.

