quinta-feira, maio 03, 2007

Caminhos

Ecatombe
Nakatomi
lembranças que Monte Fuji.
Reciprocidade
imparcialidade,
pedaços de mim mesmo.
Eclipse,
sinapse
Lida
constante vida.
fecho a luz e apago a porta ,
acenda o som,
nada importa.
Apenas flores desenhadas.
Espera,
certeza esperta.
Pensamentos fugidios,
cachorro de sentimento vadio.
Windows Media,
CD, bucólicas fitas player.
daikiris
entorpes capivaris.
Chamada que não se vê,
sinal deixado
palavra que não se lê.
Quimeras,
réquiem, alguém.
Velas de madrugadas acesas,
galhardia,
o que interrompe o dia?

sexta-feira, março 09, 2007

Once upon the time

De uma antiga memória
Nada poderia ser real
Apenas o vento
Ouviu o que não pôde ser dito
Do que não pôde ser conhecido
Fogo que não pôde ser queimado
Noites que passaram
Luares que não brindaram
Povoando pensamentos
Não resistindo ao chamado
Vigio pelas estrelas
Vias de um caminho cortado

quinta-feira, outubro 05, 2006

365 tempos

Quanto tempo se precisa, pra que tudo passe?
Passe o tudo de um tudo
Temporariamente, passo meus dias acordando,
comendo, trabalhando, bebendo, dormindo.
Não nescessariamente nessa ordem de tempo
mas isso tudo na verdade
é um passa-tempo.
Chato!
Pois o próprio tempo, pode passar
lento
quase um contra-tempo!
Exitem tempos bons.
Tem o tempo bom
aquele de Sol e de Lua
Existem tempos ruins.
E os tempos ruins
de chuva e solidão.
Uma vez me disseram:
"Voçê tem todo tempo do mundo!"
O tempo passou e hoje não tenho tempo
nem de não ter tempo.
Tudo continua passando
horas
dias
meses
anos
séculos
tudo se passa por aqui
bem aqui
mas não será
um tempo perdido
entre um tempo
e o tempo que demora
o tempo que me olha.
Tico Cardinal

sexta-feira, setembro 22, 2006

Anuviar


E amanheceu com um sininho
Soletrando os traços desse nome
E o que sobrou de nós
Os dois
antes
depois
Trancafiado nesse alumbramento
Parado neste instante
Recolhido no momento
Entre o olhar e o reconhecimento
Sendo ausente
Sereno
Bateste em minha janela
em manhã de chuva clara
Céu abrindo
Sendo Sol
Como nuvem
Vai embora.
Tico Cardinal

quarta-feira, setembro 06, 2006

HLN

Saudades: s. f.,lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir;
pesar pela ausência de alguém que nos é querido; nostalgia;
S
Se tivesse a chance, qual mataria? Digo saudade, não vá levar em consideração as atitudes broncas do Tico Litlle, mas sim, qual seria a saudade que você mataria sem pestanejar? 
"Lembranças tristes e suaves" Só nesse começo ja me vem algumas,
e pode estar certo, de algumas eu preferiria nem lembrar, mas outras eu as reviveria só pra ver que destino poderia ter dado minhas linhas tortas se tivesse agido de forma diferente.
Há! ..."de pessoas ou coisas distantes ou extintas!!!" É... e tem mais:
"acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir.." putz!!
Tenho cá uma pontada, daquelas que só se tem quem tem, só se sabe quem sabe, dessas que agente se pega lembrando e pensando, dessas que se jurou entre copos e pedras no muro, que nunca mais, digo, nuunca mais deixaria que elas voltassem nem que lhe pagassem uma caixa de cerveja...tá! Aí foi demais, afinal uma caixa de bera é uma caixa de bera, mas lá vem ela, a tal SAUDADE.
E como um simples e reles mortal que sou, também me peguei assim, tentando apagar e matar, essa danada e tinhosa sensação, tentando respirar por fora d´água, mas... quando a luz da placa la de fora acende, mesmo sem precisar e muito menos me perguntar se pode, aí eu vejo que ta na hora de abrir mais uma garrafa, dar mais um sorriso cor de Q-Boa e deixar que a rua me leve.

Tico Cardinal

sexta-feira, julho 28, 2006

anoiteço, chovo e inspiro

ANOITEÇO!
Beijo-te com os meus olhos
sangro
te perco pelos poros.

CHOVO!
Pela calçada que não notas
eu molho
clamo
eu fico.

INSPIRO!
Quebro espelhos
derrubo os relicários
passeio pelo pescoço
morro
no solo de suas mãos.

quinta-feira, julho 20, 2006

Mochila Vazia

eu
quando olho nos ollhos
sei quando uma pessoa está por dentro
ou está por fora
quem está por fora
não segura um olhar
que demora
de dentro de meu centro
este poema me
olha
Paulo Leminski
Minha mochila de lembranças, alegrias e tristezas, que
carrego desde sempre, de pesada ficou leve,
de rostos protagonistas, inesquecíveis,
ja muitos nem lembro,
outros tantos que nao via a minha vida sem,
hoje nem conhecimento.
Ao mesmo tempo, tenho certeza de que o meu também
assim o é pra alguém,
nessa peça pastelão,
de rostos esquecidos
e de outros que virão.
Tico Cardinal

terça-feira, junho 27, 2006

Página 32


Hoje eu a fechei dentro de um livro, entre as páginas 32 e 33, justamente quando a mocinha vai dar aquele beijo no mocinho, sim, ela vai dar o beijo, aquele que diz tudo, que sangra, que faz com que o pobre tenha que se afastar pra que ela não perceba o crescente de sua paixão..bem nesse ponto, eu a fechei!!
Sim eu a fechei dentro do livro, por que conheço essa historia, não que tenha lido o livro inteiro, não, mas a história, essa eu conheço bem! Ela vai se meter em com algum dragão, vai ser raptada por algum vilão, vai tropeçar e torcer o tornozelo e o coitado do mocinho, o pobre terá que se desdobrar e toda aquela função de sempre vai ter que suportar, e pior, vai gostar.
Fechei nessas paginas 32 e 33, a ansiedade, paixão, desejo, raiva, tesão, fechei com ela minhas horas, minhas noites mal dormidas, a solidão dos amantes, o chamado das viúvas, deixei tudo ali dentro, e dentro jogado em qualquer lugar da estante de todos tantos outros livros que já desisti.
Que ela, fique ali, dentro desse livro, e que ele fique ali, dentro daquela estante, e quando, e se eu ainda tiver coragem, eu o procurarei outra vez, e quando, se eu achar, eu o lerei novamente, á partir das paginas 32 e 33.


Texto- Tico Cardinal
Foto/imagem - Manoela Afonso... acessem o link abaixo!!!!!!!
www.manoelaafonso.zip.net

sexta-feira, junho 23, 2006

Tarde vazia




A noitinha chegou. Amarela, molhando a terra, colorindo paredes, trazendo tons e perfumes que só as tardes de inverno possuem. Passos apressados passam e se perdem e me pergunto se nesse exato momento quantas pessoas estariam resmungando alguma praga por causa do seus cabelos armados pela chuva, quantos corações estariam apertados, felizes, ansiosos, perdidos, tristes. 
Vendo todas essas cores pela vidraça da janela, essa transparente e embaçada, fico imaginando.
A noite veio em seguida já sem tantas cores, só a dela mesma, escura e melancólica. Espero as horas correrem, escorregadias entre os dedos do Sr.Tempo, mas que fazem os relógios funcionarem lentos, envelhecendo um ano a cada minuto. 
Mas que a noite comece, que seja realmente longa e vermelha, em contraste com o amarelo de outrora, que venha quente e úmida, pois só é meu o momento agora, minha sede volta, o brilho nos olhos e o apurado gosto pela caça!

quarta-feira, junho 14, 2006

46 quilos

Ao todo são 46 quilos de espera mais os passinhos inquietos que eu dou. De longe é pressa, de perto é alegria. Agora o direito de acabar com o inverno na minha barriga é inteiramente seu.Eu bebo o café dorminhoco, eu penso em consumir todo espaço que se atreve entre nós, eu faço tanta coisa, eu falo tão alto, mas na verdade eu só queria engordar os parágrafos com você. Assar as letras embaixo da tua mão quentinha, fazendo-as crescer espontâneas, com rimas ou não, todas alegres e fáceis.Agora são 46 quilos, infinitos aquilos e eu espero o verão.

Luciana Elaiuy


mais textos dessa toda : http://loo.marluco.com

sexta-feira, maio 26, 2006

Prólogo da Despedida


E se você pudesse ler o que escrevo em linhas retas, letras tortas, que batem
e estouram como tambores de guerra, uma horda bárbara tomando, pilhando,
matando tudo que existe! Saqueando e destruindo em chamas, tudo isso aqui
em mim, que até as paredes ouvem, você entenderia?
E se por um momento, o mundo inteiro parasse, o ônibus, o velho chato que
não para de falar, os pombos, os carros, os papeis voando ao vento... 
Nesse instante, você deixaria sua máscara cair e mostraria a verdade, mostraria??
Não... Nem assim. O tempo voltaria a correr, o ônibus passaria estridente, o velho continuaria reclamando, os pombos ate cagariam raspando seu ombro, carros indo e vindo, os papeis levados pelo vento e mais uma chance passaria cinza da despedida, dessas que se dá uma vez só na vida.

sexta-feira, maio 19, 2006

Seis Da Tarde

Seis da tarde, carros passam. 
Senhores de seu espaço e dentro vejo rostos distorcidos tanto pela velocidade quanto pela pressa, angustia, solidao, alegria e a ansiedade de quem os conduzem.
Seis da tarde e no rádio toca músicas antigas, umas boas outras, nem tanto... 
Troco, sintonizo, não acho e la vai a velha fita do Led.
Seis da tarde, e justamente nessa hora que me vem à cabeça um bom tanto de coisas.
Quinquilharias, moveis cobertos com lençol, a certeza de se estar sempre indo em direção
ao pôr-do-Sol. 
Não que o nascer seja feio, não mesmo! Mas a noite acalanta tanto quanto
o dia, é ali que me acho mais, aonde me confundo com todo o resto.
Seis da tarde, sempre foi o meu horario, fosse de sair depois de mais um dia, de vontade de tomar aquela, de esperar por um certo alguem... Hoje nada aconteceu nessa hora, ela apenas passou
como sempre passou, mas sem nada pra contar, alegrar, marcar, enfim.
 A noite veio, e com ela a espera, o instinto que nunca vai embora. 
Quero a noite como sempre, intensa e viva, como quero tudo que me apego, como ainda quero tudo que me faz bem.
Seis da tarde, você não veio e a fita do Led terminou.

quinta-feira, março 23, 2006

Lenda

- Cara, quanto tempo!!! Faz, 3? 5 anos?
- Mais ou menos isso... Por aí!
- Então, Tico, que andas fazendo dessa vida? Já casou? Pelo visto...
- Não...não. Tô avulso ainda. Trabalhando...
- Pôxa, eu assumi o comércio do meu pai, uma correria! Casei denovo.
A tal da "vida dos adultos", entende?
- Uhum...legal. Que bom!
- Mas olha só pra vc Tico!!! Tá mais gordinho hein!!! E continua largado!
Quando é que vc vai encontrar uma mulher, casar, ter filhos? Tá todo mundo
da nossa época ja arranjado, tranquilo, e você aí! Mas também, acho que no
final, esta tudo como a gente conversava no colegial, lembra?
- Putz!!! Como assim?? Minha memória.., depois de tanta coisa, sabe como é!
-Cara, eu lembro que agente tinha uns 17 anos no máximo, e um dia ficamos pirando de como estaríamos quando chegássemos aos 30. Eu lembro que queria ser como meu pai, usar camisa e gravata, e você não... Era o inverso! Dizia que seu sonho era envelhecer com uma graninha que desse pra comprar uma moto e viajar, ser aquele "tio louco" que nos visita uma vez por ano e que nossos filhos contam pros amigos, que tem um velho maluco na família.
- Hahahahahahh...putz meu, assim voce me derruba! Velho doido... Será??
- Mas é Tico... Agora pensando bem, olhando pra nos dois, eu segui o caminho que eu sempre achei que seguiria e vc, é até mais velho que eu e ainda tem "esse" brilho no olho...
- Ahh...veio é o cú! Sou só um ou dois anos mais velho que você?!
- Não...não é isso.  Mas tem coisas que combinam com um e não com o outro, e você, não adianta! Vai acabar como agente conversava ha 15 anos atrás, mas é isso aí! Bom te ver, tenho que ir pra uma reunião...abração e me liga!!!
- Falou!!! Te ligo sim!
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Depois, fiquei pensando, lembrando desses tempos, e lembrando a última
pessoa que eu tinha visto "esse brilho nos olhos", dos que nunca se sentem inteiramente sossegados com a vida, e lembrei que quando era moleque, meus pais tinham um amigo, o Cuca. Nunca mais o vi, mas eu acho que a 1ª pessoa que eu notei ser "diferente" foi ele...
Ele tinha a idade que tenho hoje e diziam, brincavam, que ele tinha que casar, senão iria ficar um solteirão irreparável... E ele apenas sorria, conversava e saia pra algumas de suas aventuras.
 Lembro de eu pequeno e vendo, a plataforma de salto de asa-delta perto do predio que eu morava em Santos, meu pai apontar e dizer: "olha, aquela vermelha ali é o Cuca!"
Eu olhava e dizia pra mim mesmo que um dia iria fazer coisas assim. Sempre vinha as historias dele, viajando de moto, ou surfando em algum lugar do planeta..nunca mais soube, perdeu-se o contato, com essas coisas da vida, mas sei que ele era feliz, procurava sua própria lenda pessoal e essa lenda emprestava aquele brilho nos olhos, tomara que eu esteja no caminho certo da minha... Eu sei, voce pode pensar "porra Tico, mas tem que crescer tambem!" Concordo, mas se eu puder ficar com as duas coisas...

quarta-feira, março 08, 2006

O ErraDo do Certo

- Putz cara, tô achando que aquela mina tá de sacanagem!
- Será?... pode ser...
- É meu, olha o tipo... Como ela olha depois, ela meio que desbaratina..
- Será?... È né...
- Meu!! Olha a roupa!
- È... olhando assim. Mas é gostosa hein?
- Só!! Boa mesmo, mas tá de arte... Acho que ela vai acabar fudendo tudo.
- Hã??
- Olha, o resto ta querendo fazer aquele lance ali ó, e ela so atrapalha, capiche??
- Hum... Mas você sabe que, pra dar certo tem que estar tudo errado!
- O que?
- É ué: PRA DAR TUDO CERTO TEM QUE ESTAR TUDO ERRADO.
- .......?
- Veja: se estiver tudo certo, e nao tem algo errado, como vai dar certo no fim?
- Sei, então, é assim que tudo acontece... Tem que ta tudo errado...
- Pra dar certo! Senão, não tem sentido!!
- Tá, e a mina ali é o errado pra dar certo?
- Isso! Manjou!
- Tá... Mas daí, e se ela não for o errado, tipo, só for tipão mesmo?
- È... mas mesmo assim tem que ter algo muito errado ali.
- A mina cara, a mina...

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

E foi assim...

IT´S THAT LITTLE SOUVENIR
OF A COLORFULL YEAR
WHICH MAKES ME SMILE INSIDE
SO...I CYNICALLY...SAY THE WORLD
IS THAT WAY...
HERE´S WHERE THE STORY ENDS
.........................
------------
........
--
A certeza que sobra de nada durar!
E se eu me pendurasse naquela estrela
e fizesse do céu o meu parquinho?
Pulando de uma pra outra e cada vez que
voce olhasse pra cima
eu te mandava suspiros?
Mas daí, eu brincaria só a noite
por que o Sol chega quente
e so teria as nuvens fofas pra rolar.
E choveu... o céu ficou sem estrelas
entao irei pra casa, lá longe
volto com a Lua
espera...





sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Quem vai querer mais?

- Acabou!
- Como assim..acabou??
- É... acabou, do verbo... não tem mais!
- Hunf! Que coisa desagradável! Você tem idéia de quanto eu tive que caminhar pra vir exclusivamente aqui, onde era o lugar que tinha o que queria??
- Pois é, pois é, pois é... acontece. Veja, não é apenas a sua pessoa que gosta... tem sempre um outro alguém que... compreende?
- Não!!! Isso é impossível!!! Gostar assim... normal... mas assim como eu?? não, não! Me recuso a...
- Hei!!! Me desculpe, mas verdade seja dita: há gostos muito parecidos sim!! não pense que é privilégio de poucos escolhidos!!!??
- Bem... não... Claro! Sei que, talvez mais alguém, em algum lugar desse mundão, tenha o mesmo fino trato de escolher, mas... logo como eu? Eu que gosto amarguinho, daquele modo, sabes? A cor e tal... hmmm... Tá vendo??? Fiquei com água na boca!!! E você vem com essa que acabou!!??
- Mas o que eu posso fazer??? Tinha ali ó!!! Naquele lugar ali. Mas voce quis tanto ontem?? Não ne??!! Não era bom o bastante, tava ali mesmo, fácil... Agora que acabou...
- Não é bem assim, eu sabia que era bom, mas...
- Mas deixou acabar!!
- Tá bom, tá bom!!! Quando chegar mais, voce me avisa?
-Chiii... Vai depender da fila....
- Fila??? Agora tem fila???
- Bem... Sabe como é... Quem experimenta uma vez...
- Tá, tá... Separa se puder, obrigado. Passar bem!!!
- Passar bem!...hmf!...bem feito!

quarta-feira, dezembro 21, 2005


Queimei minha lingua, lingua de sapo, de trapo, sogra e de papo! Queimei a minha cara, minha vergonha e minha ínfima lucidez.  Sei que ja tinha dito que isso era passado, era vago, um zero à esquerda, mais esquecido que reserva de time B, mas la se foram as fichas, os dados jogados e apostados no vermelho nº 5.
Queria uma guerra das antigas, daquelas que se lutava por alguma coisa, daquelas em que nao se escondia, daquelas que se acreditava e enfrentava, daquelas que tinha uma princesa e um dragao, as vezes, era a mesma pessoa, tudo bem. Mas onde anda essa paixão?
Fui mau, me manda mais uma dose, sente-se aqui ao lado dos fantasmas, escute suas historias, venha ver a luz dos ponteiros juntos! É aqui que tudo acontece, onde tudo morre, onde passeia o bicho papão, onde somos todos convidados de Lestat.
Eu sei que fodeu, acabou a tequila e o arroz queimou, mas o que se faz quando não se tem muito a perder? Quando se para de jogar os milhos aos pombos? Continuo então aqui, nesse mesmo estado de torpor, nessa interperie de pensamentos sangrentos, fumacentos e etilicos.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

waiting


QUANTO TEMPO ESPEREI
QUANTOS SOIS EU VI NASCER
PRA DEPOIS MORRER
SEMPRE EM PAZ
ME GRITARAM UMA VEZ MAIS
QUE TUDO MUDA
ENVELHECE
ESQUECE...
MAS E A FALTA?
O ESPAÇO VAGO E BARULHENTO
O RONCO DA BARRIGA VAZIA
DE FOME DE VIDA
COR E BALANÇO
TUDO DETALHADO NUM LIVRO
CHEIO DE FIGURAS
PAGINAS AMARELADAS
E HISTORIAS CONHECIDAS

quinta-feira, novembro 24, 2005

O PREÇO DA PALAVRA


Qual o preço de uma palavra?...
Palavra dada, palavra escrita,
dita, resmungada, entre os dentes..
Estar, ser, sangue, sujeira, mentira, razão,
os olhos não sao os mesmos, só o espelho.
A culpa dura o instante que se pensa nela, o resto...
quem vive pra sempre?
E pra aqueles que ja morreram, faz tempo?
Motivos, paixão, vontade,
feijao e arroz
Tudo poderia ser a apenas ouvir Smiths,
enquanto o Sol se põe.
Quem sabe, a única verdade seja a etílica,
e toda verdade tem um fundo de mentira.
Qual o preço de uma palavra que me diria exatamente
o que sou agora?
Prefiro então os palavrões
puta queu pariu
caralho
buceta!
Palvras fáceis, isso por serem palavrões,
se é que cú seja um palavrão...
Enquanto passa o asco, o nada,
fico com as palavras cruzadas e
a música do elevador,
que por sinal, não é Smiths...

quinta-feira, novembro 17, 2005

O dia que armaram o Flipper

O que estão fazendo com nossos heróis? Não, nâo estou falando daquele coitado cabeludo que foi enforcado e esquartejado, de profissão tão notória, (o que talvez tenha sido um dos motivos, vai que um dos juízes era um de seus pacientes) nem daquele de sangue nobre(?) que no meio do nada, perto de um tal rio, gritou palavras encorajadoras pra um tanto de soldados cansados e loucos por uma cerveja, não..
estou falando daqueles nossos heróis simples, que povoaram as tardes da semana...
Sim..um deles é o Fliper!!! Ele mesmo, aquele golfinho simpatico que ajudava todo mundo??!!! Estou falando isso por que, li em uma revista conceituada de ciencias e
gêneros, que o Exército Americano tinha em sua costa, Flórida, golfinhos adestrados e
armados!! Sim..armaram o Flipper!!!! O pior é que, eles tinham alguns desses que ficavam ali, nadando e cuidando da parte deles ali debaixo d´agua e se caso algum submarino maldoso, espião mal-intencionado aparecesse, pimba!! Era atingido por um dardo explosivo acionado pela incrivel inteligencia e reação do Fliper, digo, golfinho.
E tem mais, reza a lenda que, depois do furacão Katrina, alguns deles foram"jogados" em oceano aberto!!! Mas onde isso vai parar??? Já imaginou voce ali na praia, admirando a paisagem, o pôr do Sol, ve um golfinho nadando pimpolho e voce mais do que derrepente, ser atingido por uma flecha que combinaria mais com o Rambo do que com o Flipper???
E isso pode nao parar por aí não..isso pode atingir proporções espantosas!! Lembra da Lassie?? Entao, imagine voce a noite indo pra casa, encontra uma igualzinha e achando que um agrado seria divertido, é derrubado por um feixe de raios laser emitido pela coleira dela!!!!! Tudo isso por que ela faz parte de uma organização misteriosa que controla toda a cidade!
Bem..pra todos os efeitos, eu já não chego perto dos Rin Tin Tin, Lassie, Baby o Porquinho???? Nem bisteca to comendo pra nao ofender!! Alguem tem que fazer alguma coisa, por que do jeito que as coisas vão no mundo bélico de espionagem, aquele ratinho branco e inofensivo que passou por pelo cantinho do boteco, pode na verdade estar te seguindo e enviando tudo pra central, sendo ela qual for, e amanha voce pode nao estar mais entre nós.....